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domingo, 29 de dezembro de 2013

Está mal!

Os senhores nunca me resolveram nenhum problema concreto. Mas já me acalmaram em situações de pura histeria com os meus rebentos. É certo que repetem as mesmas perguntas até à exaustão, por vezes, irritando-nos, mas fazem-no por precaução. São uma bengala que sabe bem termos à disposição em momentos em que estamos mais perdidos, sobretudo com os mais pequeninos. Quem tem criancinhas sabe disso.
Daí que ache mal, muito mal que queriam pagar a mísera quantia de 5 euros por hora aos experientes enfermeiros que ouvem os nossos lamentos e dúvidas na Linha de Saúde 24!
Muito mais que 5 euros por hora ganha a minha empregada. Por muito importante que seja o trabalho da D. F. para o bem estar da minha casa, não é um trabalho de grande responsabilidade, nem exige grandes qualificações.
Por isso, estamos em risco de perder 300 dos 400 enfermeiros que lá trabalham e a ficar sujeitos a meia dúzia de miúdos sem experiência.

Não gosto!

Por muito bons que sejam os substitutos (e hoje até era), não gosto do Eixo do Mal sem a Clara Ferreira Alves. Adoro nela a cultura, a inteligência e a língua afiada! Assim, tipo eu!



quarta-feira, 25 de dezembro de 2013

Expliquem-me como se eu fosse muito burra...

Ou seja como eu sou mesmo!
Estávamos todos animadamente na sala até que o meu Mais- que- tudo descobriu que estava a dar um canalzeco qualquer "A cidade dos anjos", filme que eu já vi duas vezes e que os restantes aí umas trezentas.
Se há coisa que não me entra na cachimónia, são aquelas pessoas que vêem o mesmo filme uma dúzia de vezes e relêem o mesmo livro umas quatro ou cinco.
Excepção feita ao "Silêncio dos Inocentes", que já vi três vezes, pois tem como personagem principal o meu actor preferido, o Anthony Hopkins, ao"Amanhecer" do Vergilio Ferreira que já li mais que uma vez (porque adoro a sua escrita) e ao Princípezinho (do qual releio passagens esporadicamente, quando preciso de um sentido para tudo isto), um livro lido é um livro lido (por muito bom que seja) e um filme visto é um filme visto.
Não entendo porque persistem na mesma história vezes sem conta. Mas, pronto, foi só um desabafo, de uma menina infantil que se estava a divertir e a quem acabaram com a diversão.

Mexe comigo!

Mexe comigo que, no dia de hoje, haja poucos jornais para vender, e que aqueles que há, tragam poucas notícias para ler. Trazem notícias que não interessam nem ao menino Jesus!

sábado, 21 de dezembro de 2013

Pingo Azedo...

Alguns desempregados transformaram hoje a loja do Pingo Doce, na Rua 1º de Dezembro, em Lisboa num Pingo Azedo. Na sequência da atitude da loja para com o desempregado que prometia levar um pacote de arroz sem pagar, que lhe ofereceu, ao invés da resistência, um cabaz de Natal, exigiram hoje, no estabelecimento os seus e um pouco de dignidade.
Qualquer cego vê (e, perdoem-me a expressão) que a primeira atitude da loja mais não passou de uma manobra de marketing que, felizmente, mal ou bem, beneficiou alguém.
Custa-me a crer que este conjunto de desempregados estivesse verdadeiramente à espera que o Pingo  lhes fosse doce e fizesse o mesmo. Quiseram manifestar o seu ódiozinho de estimação por uma das empresas mais prósperas de Portugal (à custa, é certo, do dinheiro dos portugueses) aproveitando-se daquilo que foi, uma vez sem exemplo. Não me parece digno. Parece-me um aproveitamento sem pés nem cabeça. Afinal, a responsabilidade social do Pingo Doce não se estende a todos os desempregados do país, nem lhe cabe substituir o Estado e/ou as organizações de solidariedade social. O Pingo Doce, que desta vez se mostrou amargo, é e será sempre uma empresa que trabalha para obter o máximo de lucros possíveis. Escreverem no livro de reclamações foi, desta vez, ridículo.

Nada como o "LIvro de Reclamações!"

Sintam-se à vontade para pedir o livro de reclamações do quiosque. Aqui a vendedora continua a achar que é um poderoso instrumento contra incompetências e atrasos.
Há dias comprei uma cadeira de escritório numa conhecida loja de material do mesmo. Dias depois estava avariada. Levada, de novo, à loja, e como não tinham já modelo igual, prometeram-me 3 dias para ma entregarem já arranjada. Quinze dias volvidos, nada de cadeira arranjada. Hoje dirigi-me lá e perante a resposta que continha mil desculpas, qual dela a mais esfarrapada, pedi o livro de reclamações.
Moral da história: em menos de 5 minutos tinha uma cadeira novinha em folha à disposição!