Não percebo tanto espanto pelo facto de a Caritas diocesana de Setúbal ter recusado a ajuda dos proventos da venda do calendário dos bombeiros sexys. Não que concorde com tal recusa, porque o fim último era o que contava.
No entanto, não nos podemos esquecer que a Caritas é um organismo da conferência episcopal portuguesa, ou seja, é uma organização pertencente à igreja católica, onde a exploração do corpo humano (e desculpem-me, mas o calendário, apesar de agradável à vista, resulta de uma utilização da vertente sexy dos bombeiros que nele figuram) para fins lucrativos não é bem vista. A Caritas limitou-se a ser coerente.
E friso, não que eu concorde. É que, na verdade, a modernidade e o espírito aberto de Francisco I, ainda não chegaram a muitas instituições ou situações. Por isso, escusam de se escandalizar! Estavam à espera de quê de uma instituição tão conservadora como a Igreja Católica (apesar de todos os seus podres em nada condicentes com a sua postura perante os fieis). ???
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segunda-feira, 30 de dezembro de 2013
segunda-feira, 23 de dezembro de 2013
Já não fui a tempo.
Já não fui a tempo e, assim, quando me finar, vou para o inferno.
Na verdade, decorreu uma campanha da Cruz Vermelha Portuguesa com vista a angariar fundos para crianças carenciadas. Os donativos variavam consoante se quisesse comprar um simples terreno ou uma moradia com vista para o mar, isto tudo, no paraíso junto de Deus e os anjos. Tudo o que era preciso era comprar um lugar no céu. E eu que, tanta diabrura tenho feito, precisava mesmo de ter aproveitado esta belíssima oportunidade de entrar no paraíso. Mas acabou, a 20 de Dezembro.
Muito gira a iniciativa. Tenho pena de não ter participado. Teria comprado um palácio, que isto de arranjar um lugar para a eternidade é coisa para ser feita de mãos largas e gastando cada cêntimo das poupanças.. Não vou viver eternamente num cubículo. Para isso já basta aqui.
Assim resta-me o calor do inferno!
Na verdade, decorreu uma campanha da Cruz Vermelha Portuguesa com vista a angariar fundos para crianças carenciadas. Os donativos variavam consoante se quisesse comprar um simples terreno ou uma moradia com vista para o mar, isto tudo, no paraíso junto de Deus e os anjos. Tudo o que era preciso era comprar um lugar no céu. E eu que, tanta diabrura tenho feito, precisava mesmo de ter aproveitado esta belíssima oportunidade de entrar no paraíso. Mas acabou, a 20 de Dezembro.
Muito gira a iniciativa. Tenho pena de não ter participado. Teria comprado um palácio, que isto de arranjar um lugar para a eternidade é coisa para ser feita de mãos largas e gastando cada cêntimo das poupanças.. Não vou viver eternamente num cubículo. Para isso já basta aqui.
Assim resta-me o calor do inferno!
sexta-feira, 20 de dezembro de 2013
Da utilidade do que é popular.
Esse símbolo da imprensa diária nacional que é o jornal popularucho "Correio da Manhã" não faz parte das minhas leituras diárias obrigatórias. Também não nego que até posso pegar nele em qualquer boteco, enquanto tomo o meu café matinal.
A falta de qualidade jornalística e desfasamento da realidade de muitas das suas peças é sobejamente conhecida.
No entanto, tenho de lhe reconhecer um mérito: na divulgação de desgraças e causas a necessitar de solidariedade. Num dia foi divulgado o caso de uma viúva de uma zona sub-urbana de Lisboa, cuja morte do marido trouxe consigo uma pobreza imensa. No dia seguinte já a senhora tinha paga a creche do filho nos próximos seis meses, ingredientes para 3 ceias de Natal , roupas novas, para além de diversos depósitos a na sua conta bancária.
Não fora o jornal tão popular e casos como este (e outros, certamente), não teriam uma resposta tão pronta e eficaz!
A falta de qualidade jornalística e desfasamento da realidade de muitas das suas peças é sobejamente conhecida.
No entanto, tenho de lhe reconhecer um mérito: na divulgação de desgraças e causas a necessitar de solidariedade. Num dia foi divulgado o caso de uma viúva de uma zona sub-urbana de Lisboa, cuja morte do marido trouxe consigo uma pobreza imensa. No dia seguinte já a senhora tinha paga a creche do filho nos próximos seis meses, ingredientes para 3 ceias de Natal , roupas novas, para além de diversos depósitos a na sua conta bancária.
Não fora o jornal tão popular e casos como este (e outros, certamente), não teriam uma resposta tão pronta e eficaz!
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